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terça-feira, 2 de agosto de 2011

now thats

Now That's a Uniform

As a fan of Friday Night Lights and the character of Tyra on said show, Miss Adrianne Palicki has my good will going into her new venture and, yes, I will be tuning in to watch the David E. Kelley reboot of Woman Woman. However, after seeing the new costume (left), I have one worry: Is she really going to run in that bustier? I've worn strapless dresses with the same decolletage in weddings, and let me tell you, one, good "throw your hands up and shout!" and Hello, ladies! One can only hope that this version is the "Formal Ceremony" uniform other than the everyday, work version. Like, you know, the Marine Corps "dress blues" and the Navy's "dress whites". Because regardless that sister is a mythological, Amazonian princess, she's going to be spending a lot of time trying to keep the girls in place and her top up. Not to mention that running in spiked boots will hamper speed and agility, and her ability to do the job to her fullest capabilites. As a modern Wonder Woman, she'd be thinking about these things...at least, her female audience would.

asmodeus

Asmodeus ou as políticas do demo!

“O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. As quebras sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo.”

Corria o ano de 1871 e apareciam nas bancas lisboetas uns opúsculos de capa alaranjada ornamentados com o diabo de Asmodeus ostentando o título As Farpas. Nela figuravam os nomes de Eça de Queiroz e de Ramalho Ortigão. Da primeira publicação destes caderninhos de cerca de 100 páginas transcrevi a parte acima descrita, à laia de introdução, pela acutilância e pela incrível actualidade que as palavras dos autores contêm.

Porque efectivamente o Estado é um ladrão e um inimigo que se alimenta dos impostos dos contribuintes sem funcionar como garante de serviços de qualidade: na saúde, na educação, na justiça.

Porque efectivamente “a ruína económica cresce, cresce, cresce”. Os senhores que elegemos nos idos de 2005 têm vindo a gerir mal, muito mal os recursos do País, os institutos, as fundações e as empresas públicas: refers, metros, taps, rtps. E depositado uns milhares de euros nos bpns e nos bpps. Porque o Banco Central Europeu empresta dinheiro aos bancos com juros que rondam o um por cento e estes, por sua vez, compram a dívida portuguesa e impõem um juro que já ultrapassa os oito. No ano passado, bcp, bpi e bes lucraram três milhões por dia! Aí Eça! Ai Ramalho! “alguns agiotas felizes exploram”.

E com que legitimidade? Com que legitimidade prometem criar cento e cinquenta mil novos postos de trabalho e, pelo contrário, vemos o desemprego subir a galope? Vivemos num País que apresenta seiscentos e vinte mil desempregados! A que se somam os inactivos disponíveis e o sub-emprego perfazendo os setecentos e setenta mil!!

E com que legitimidade se corta nas pensões? Nos abonos de família? Nos ordenados?

Com que legitimidade nos propõem medidas de austeridade sucessivas: pec 1, pec 2, pec 3 e pec 4?

Houve quem por nós tentasse defender o tão apregoado interesse nacional, porém já quase “ninguém crê na honestidade dos homens públicos”. É por isso preciso continuar a falar alto e em bom som para que a luta não esmoreça e o povo ainda acredite.

Depois do parlamento dissolvido, vivemos com uma comissão permanente que muito pouco ou nada pode fazer e já, já vamos para eleições. Abdicando da propaganda eleitoral podem poupar-se cerca de cinco milhões e meio de euros e – quanto ao que tanto apoquenta Portugal – sabemos que a resposta relativa à ajuda externa pode esperar.

A partir de 5 de Junho poderá espetar a sua farpa bem fundo na urna de voto! Não dê razão a Eça. Não dê razão a Ortigão. Não deixe que o tédio invada todas as almas. Para si leitor de bom-senso, para parte da mocidade que se arrasta nas mesas do café, para si membro da geração à rasca, para si seja lá quem for:

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